Secovi aponta recorde de vendas para fevereiro, mas há preocupação com pandemia - Apê11

Secovi aponta recorde de vendas para fevereiro, mas há preocupação com pandemia

Por Natasha Meneguelli em 14 de abril de 2021

A Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) apontou um recorde da série histórica nas vendas de imóveis novos no mês de fevereiro em São Paulo. 

Apesar disso, há preocupação com os desafios trazidos com o agravamento da pandemia, e outros indicadores, como os de lançamentos, tiveram queda. Entenda os detalhes dos principais pontos do estudo. 


Comercialização de imóveis novos

A comercialização de imóveis novos em fevereiro de 2021 chegou a 5.009 unidades residenciais, o que é um resultado 49% maior do que o obtido em janeiro, e 19,6% superior ao de fevereiro de 2020. Os números bateram um recorde da série histórica da pesquisa, que é realizada pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP. 

Para Celso Petrucci, economista-chefe da instituição, o bom desempenho tem uma explicação: “Como neste ano o Carnaval foi cancelado, as famílias que buscavam um imóvel voltaram a atenção para as visitas nos estandes de vendas, que ainda estavam abertos. Outro fator é a alta concentração de lançamentos no final de 2020, aumentando a quantidade de produtos disponíveis para os consumidores”.

“A percepção do alongamento da pandemia é outro aspecto importante para incentivar as melhorias das residências. Ficando mais tempo em casa, as pessoas dão ainda mais valor ao seu espaço privativo, e têm buscado melhorar dentro de suas possibilidades financeiras, inclusive lançando mão de muito crédito”, comenta Leonardo Azevedo, cofundador da Apê11.

Já no acumulado de 12 meses, considerando de março de 2020 a fevereiro de 2021, o aumento foi pequeno em relação ao mesmo período anterior, de 1,1%. Contudo, Petrucci destacou que, mesmo que o crescimento tenha sido modesto, foram comercializadas 52.886 unidades residenciais, o que é um recorde de vendas acumuladas em 12 meses. 

Os destaques continuam sendo para imóvel de até 2 dormitórios, com área útil entre 30 m² e 45 m², e preços de até R$ 240 mil. Este perfil de unidade residencial se adequa a diferentes famílias, principalmente por conta do valor dos imóveis. “O preço final da casa ou do apartamento é o ponto determinante para a escolha de uma propriedade para compra. A área útil e a quantidade de dormitórios são secundários em relação a isso”, explicou Leonardo Azevedo. 

Outro detalhe que reforça a busca por unidades que se encaixem no poder de compra dos interessados é o crescimento percentual da participação dos imóveis econômicos na comercialização. Chegou a 61% em fevereiro, o que supera a porcentagem média, que fica em torno dos 50%. 


venda de imoveis novos em fevereiro


Lançamento de unidades residenciais

A pesquisa registrou o lançamento de 1.680 imóveis em São Paulo durante o mês de fevereiro de 2021, o que é um resultado 6,4% abaixo do de janeiro, e 23,1% menor que o de fevereiro do ano passado. 

Para o acumulado de 12 meses, de março de 2020 a fevereiro de 2021, os lançamentos ficaram 8,1% abaixo do período anterior. Com isso, o número de imóveis ofertados teve uma redução de 6,6% na comparação com janeiro deste ano, e 22,1% acima de fevereiro de 2020. Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos, lançados nos últimos 36 meses (março de 2018 a fevereiro de 2021).

Para o Secovi, essa redução é considerada normal no início do ano, considerando o empenho maior de vendas de lançamentos ocorridos nos meses finais do ano anterior. 

“Os resultados de fevereiro foram bons porque os estandes estavam abertos, e os atendimentos ocorreram com total segurança, em cumprimento de todos os protocolos sanitários. Contudo, com Estado de São Paulo regredindo, primeiro para a fase vermelha do Plano SP e na sequência para a fase emergencial, ainda mais restritiva que a anterior, acreditamos que os resultados de março serão bastante afetados”, disse Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

A instituição apontou no relatório que, mesmo com os canteiros de obras abertos, as vendas continuam encontrando dificuldades. De acordo com o Secovi, há uma preocupação crescente do setor com a contínua elevação dos preços de insumos da construção. O impacto maior deve ser percebido na produção de imóveis econômicos, que é a categoria mais comercializada atualmente. 

“O Secovi-SP tem apoiado as entidades parceiras nos pleitos junto ao Ministério da Economia, a fim de desonerar os tributos federais sobre o cimento e aço”, afirmou Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP. Ele também destacou sua decepção com o ritmo da vacinação: “É difícil compreender porque só agora, com mais de um ano de atraso, foi instituído um gabinete multidisciplinar para gerenciar a crise, coisa que esperávamos ver constituído em março de 2020”.

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