Apê11 na Folha: Juros baixos e pandemia impulsionam o mercado de reformas como investimento - Apê11

Apê11 na Folha: Juros baixos e pandemia impulsionam o mercado de reformas como investimento

Por Natasha Meneguelli em 27 de abril de 2021

Leia na íntegra a reportagem da Folha de S. Paulo com participação do cofundador da Apê11, Leonardo Azevedo, sobre investimento em imóveis para reforma.


Juros baixos e pandemia impulsionam o mercado de reformas como investimento

Imóveis são considerados ativos seguros, que mantêm seu valor mesmo em tempos de crise

Renan Marra

Os juros baixos e a insegurança provocada pela pandemia têm impulsionado a busca das reformas de imóveis como investimento. Considerados ativos seguros mesmo na crise, apartamentos e casas são recriados com espaços para home office e ambientes interno e externo integrados, atendendo aos novos hábitos do morar.

O lucro com a modernização de plantas residenciais tidas como desatualizadas, e portanto, com preços mais baixos, pode chegar a 40% do valor investido.

O aquecimento desse mercado é explicado em parte pela redução nos últimos anos da taxa Selic, que passou de 14,25% ao ano, em 2016, para 2,75% atualmente. No mês passado, era de apenas 2%.

A queda da taxa básica de juros reduziu a rentabilidade de aplicações em renda fixa, e o mercado imobiliário se projetou como alternativa a investidores que não gostam de se arriscar com a renda variável.

Com pouca volatilidade, os imóveis costumam manter seus valores mesmo em tempos de retração econômica. “É um investimento que garante proteção inflacionária a longo prazo”, diz Alberto Ajzental, coordenador do curso de negócios imobiliários da FGV.

A arquiteta Daniela Coli, 35, garimpa imóveis com valores abaixo do mercado para reformá-los e revendê-los. Sua margem de lucro varia de 35% a 40%, afirma.

Ela costuma comprar um imóvel a cada dois anos. A arquiteta se muda para o local, faz a reforma e depois negocia a venda. Hoje, vive em um apartamento de 250 metros quadrados no Morumbi, na zona sul de São Paulo, onde já integrou a varanda com a sala e nivelou o piso para dar mais amplitude ao ambiente.

Varandas integradas já eram tendência antes da pandemia, mas, com o isolamento social e muitas pessoas trabalhando em casa, houve alta na procura por esses espaços.

“Antes as pessoas aproveitavam a varanda integrada para lazer, mas na pandemia estão adaptando a mesa do churrasco, por exemplo, para trabalharem”, afirma Coli.

Ela diz que o rendimento no home office é melhor quando a pessoa pode ver o ambiente externo e elementos da natureza. “Isso aumenta a criatividade e produtividade.”

O custo para fazer uma varanda integrada é mínimo se tudo o que separa o ambiente da sala é uma porta. Mas pode chegar a R$ 50 mil se a obra envolver o nivelamento de piso, integração da decoração e trabalho de marcenaria, segundo a arquiteta.

O investimento, diz, vale a pena. O crescimento do home office tornou essencial que a planta inclua espaço adequado para trabalhar. Um escritório bem planejado pode valorizar o imóvel em aproximadamente 5%, segundo Coli.

Para quem mira um morador com filhos e animais de estimação, o ideal é construir um home office em um espaço mais reservado, sem distrações. Para isso, a arquiteta recomenda instalar uma divisão do ambiente com blocos de concreto celular, que podem ser instalados sem a derrubada das paredes existentes e não deixam passar barulho.

“É um produto que tem o mesmo preço, porém mais eficácia que o drywall, que funciona mais como barreira visual do que acústica ”, diz a arquiteta.

O arquiteto Marcio Mazza, 68, também compra e reforma imóveis para revender. Ele faz a integração de ambientes para aumentar a incidência de luz e tornar a circulação mais fluida. Em tempos de confinamento, os espaços mais amplos e arejados se tornam mais necessários.

Para diminuir gastos com manutenção dos imóveis, Mazza recomenda revestir as paredes externas com tijolo ou concreto aparente, que não se desgastam com o tempo.

Nos projetos que desenvolve, o arquiteto não usa madeira nas áreas expostas porque o material exige pintura e verniz ao menos duas vezes por ano.

Mazza conta que já reformou e vendeu 30 imóveis. O lucro, que podia chegar a 40% antes da pandemia, agora gira em torno de 25%.

A queda está relacionada principalmente com a alta no preço dos materiais de construção. Fios de cobre, aço e cimento, por exemplo, tiveram reajustes acima de 35% em 12 meses, de acordo com o Custo Unitário Básico, índice calculado pela FVG.

“A diminuição na margem de lucro é compensada pela liquidez. Tenho vendido casas na planta, o que não acontecia antes”, afirma Mazza.

O volume de novas obras na pandemia está impactando inclusive a cadeia produtiva do setor da construção civil, que tem sofrido para dar conta da demanda.

Para valorizar o imóvel, o arquiteto Guilherme Leme, 40, do escritório Leme Arquitetos, recomenda investir em paisagismo. O custo é relativamente baixo e, segundo estimativa do arquiteto, pode aumentar o valor do apartamento em até 20%.

Ele avalia que na pandemia as pessoas ficaram mais abertas a opções de moradia fora do padrão dos grandes centros urbanos para ter maior contato com a natureza.

Na casa em que mora, em Bragança Paulista (SP),ele criou uma prainha na área externa, onde aproveita os dias de sol para relaxar com a família.

“Despejamos um caminhão de areia de obra em uma pequena área. Embaixo tem uma manta geotêxtil drenante, camadas de pedrisco e terra. O investimento total foi de apenas R$ 900”, afirma Leme.

Para aproveitar o momento de juros baixos, o arquiteto comprou um terreno na cidade para construir uma casa para venda.

Antes de investir no setor, é preciso estudar o mercado e o perfil de planta mais procurado pelos compradores no momento para não correr o risco de ficar com um imóvel parado, explica Leonardo Azevedo, diretor-executivo da imobiliária Apê11.

“Os flats eram a coisa mais maravilhosa do mundo e hoje estão encalhados”, diz.

Segundo ele, o produto mais seguro é o imóvel com dois dormitórios e uma vaga de garagem. “Sempre vai existir demanda para esse tipo.”


O que os compradores buscam em um imóvel

Home office

Levantamento da RB Capital Asset com 37 incorporadoras na cidade de São Paulo aponta que 50% das empresas com lançamentos residenciais já incluíram espaço para home office nos projetos

Espaço

Ainda segundo a pesquisa, 37,84% das incorporadoras acham que os apartamentos compactos (de até 45 metros quadrados) vão perder atratividade

Área central

Para 81,1% das empresas ouvidas, os compradores vão continuar preferindo as áreas mais centrais da cidade, apesar da pandemia

Compra online

De acordo com o levantamento, 64% das incorporadoras não tiveram suas vendas atingidas de maneira expressiva. Os compradores não tiveram problemas em fechar negócios online, diante do fechamento dos stands de vendas físicos

Fonte: RB Capital Asset

home office

Home office: pandemia traz novas necessidade...

28 de abril de 2021

A pandemia fez com que as famílias passassem mais tempo em casa. Por conta disso, novas necessidades relacionadas...

Continue lendo

imóveis de alto padrão

Apê11 na imprensa: Pandemia, juro baixo e dó...

26 de abril de 2021

Leia na íntegra a reportagem sobre o aumento do interesse por imóveis de alto padrão, com participação de...

Continue lendo

ape11 no estadao

Apê11 no Estadão: Venda de imóveis de luxo d...

15 de abril de 2021

Leia na íntegra a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, publicada no dia 15 de abril, sobre mercado...

Continue lendo

Comece agora

Compre e venda casas e apartamentos de
um jeito simples, econômico e transparente.

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.