Alta da Selic: qual a razão e como influencia no mercado imobiliário? - Apê11

Alta da Selic: qual a razão e como influencia no mercado imobiliário?

Por Natasha Meneguelli em 22 de março de 2021

A alta da Selic se tornou uma realidade na última quarta-feira, 17 de março de 2021. O anúncio feito pelo Copom já movimentou as análises de especialistas de diferentes setores quanto à economia deste ano. Entenda o que é a taxa, o porquê de ter tido aumento e como isso influencia no mercado imobiliário.


O que é a taxa Selic?

Selic é uma taxa básica de juros da economia. Ela pode ser usada para calcular os juros de empréstimos bancários e a sigla sintetiza Sistema Especial de Liquidação e Custódia.  

Ou seja, outras taxas praticadas no sistema financeiro usam a Selic como uma referência. Por conta disso, existe o paradigma de que o empréstimo ao Estado é menos arriscado que outras opções para credores, já que a Selic é normalmente mais baixa que as demais (ajustadas, portanto, em função do risco do credor).

A taxa Selic é definida pelo Copom (Comitê de Política Orçamentária do Banco Central), em função de metas de política monetária. Elas buscam equilibrar os níveis das taxas de juros à inflação e aos estímulos ao crescimento da economia.


Alta da Selic

O Copom anunciou no dia 17 de março o aumento de 0,75 pontos percentuais na Selic. Esta é a primeira alta de juros em quase 6 anos, chegando ao valor de 2,75%. Apesar do intervalo de tempo significativo, é necessário levar em conta que a última vez em que houve aumento foi em 2015, de 13,75% para 14,25%.

Além disso, a taxa Selic alcançou o seu menor patamar histórico em 2020, com 2%.

O Banco Central do Brasil já indicou que para a próxima reunião o ritmo de alta deve se manter. Ela está prevista para 4 e 5 de maio, e o aumento deve continuar em 0,75 pontos percentuais. O Copom apontou que essa visão só irá se modificar se houver uma mudança significativa na evolução da atividade econômica, no balanço de riscos, e nas projeções e expectativas de inflação.


selic e mercado imobiliário


Por que a taxa Selic subiu?

O Copom considerou o cenário básico e o balanço de riscos de variância maior do que o usual para a inflação prospectiva Assim, decidiram, por unanimidade, a elevação da taxa básica de juros. Ainda, levaram em conta o PIB de 2020, que recuperou a maior parte da queda observada no primeiro semestre do ano passado.

A alta faz parte de um processo de normalização parcial, reduzindo o grau extraordinário de estímulo monetário, o que não consideram ser relevante no momento. O objetivo é diminuir a probabilidade de não cumprimento da meta de inflação para este ano, assim como manter as expectativas de longo prazo. 

Outro ponto é que o Copom sugere, a partir do conjunto de informações disponíveis, que essa estratégia está de acordo com o cumprimento da meta em 2022, mesmo com a Fase Vermelha no país.


Como o aumento da Selic influencia o mercado imobiliário?

O maior impacto na compra e venda de imóveis é quanto ao crédito imobiliário, que podem ter taxas de juros aumentadas. Contudo, como já dito, a taxa Selic estava em seu menor patamar histórico, com 2%. 

Por conta disso, a interpretação dos especialistas é de que esse primeiro aumento não terá muitos efeitos no curto prazo. Ou seja, provavelmente não vai influenciar significativamente nos financiamentos que ocorrerão neste primeiro semestre.  

Ao mesmo tempo, pensando de forma relativa, os juros básicos subiram bastante dessa vez. A atenção para as movimentações do mercado é necessária. 

Outro aspecto influenciado é o custo de oportunidade na economia. Com esta queda, capitais têm menos incentivos de ficarem “parados” no mercado financeiro. A partir disso, são mais impulsionados para a economia real. 

Como exemplo, há a questão de que quanto maior a remuneração da renda fixa, menor o estímulo para mover recursos para a economia real, onde está o setor imobiliário.

Quando se avalia a compra de imóveis para geração de renda, o nível da Selic também é muito importante. Novamente, se o juro das aplicações financeiras têm vínculos com esta taxa, a remuneração produzida por aluguéis mais a valorização dos imóveis ganha importância, versus a taxa de juros mais baixa.

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